Pipetas e coleiras antipulgas para cães que levam permetrina são mortais para o gato: o organismo dele não consegue neutralizar essa substância. Basta o contato indireto — o gato se esfregar num cão tratado há pouco ou lamber o pelo dele. Os sinais de intoxicação são tremores, salivação intensa e convulsões. Sem tratamento o gato morre, então é preciso levá-lo ao veterinário na hora.
01Por que o gato não tolera permetrina
A permetrina faz parte dos piretroides, a família de inseticidas em que se baseia parte dos antiparasitários para cães. O fígado do cão neutraliza a substância e a elimina. O gato não tem essa via: nele não funciona a enzima que liga ácido glicurônico ao composto e o prepara para ser eliminado. Por isso uma dose inofensiva para um cão do mesmo peso vira intoxicação num gato.
02Quais produtos são perigosos
Produto
Princípios ativos
Liberado para
Advantix, pipeta
imidacloprida e permetrina
somente cães
Scalibor, coleira
deltametrina, também piretroide
somente cães
Seresto para gatos, coleira
imidacloprida e flumetrina
liberada para gatos
A última linha parece contradição, então vale explicar. A flumetrina também é um piretroide, mas na versão felina da coleira ela vem numa formulação especial de liberação controlada, e essa coleira é aprovada para gatos. A regra geral continua valendo: no gato só entra o que é aprovado para gatos. Se a embalagem diz «para cães», nunca se aplica num gato, e diminuir a dose não torna o produto seguro.
03Sinais de intoxicação
tremores e contrações musculares;
convulsões;
salivação intensa.
Essa intoxicação é tratada na clínica e sem tratamento o gato morre. Esperar para ver se passa não é opção: leve o gato ao veterinário imediatamente e informe qual produto foi usado e quando, ou com qual animal tratado ele teve contato. O nome do produto ajuda o veterinário a saber com que substância está lidando.
04Se em casa há cão e gato
O maior perigo nessa casa é o contato cruzado: o gato dorme junto do cão ou lambe o pelo dele, e a permetrina passa adiante. O caminho mais seguro é não usar permetrina nem outros piretroides no cão enquanto houver um gato em casa. Opções para o cão não faltam: produtos com fipronil, fluralaner, afoxolaner, sarolaner e lotilaner. Quando tratar o cão contra carrapatos está em temporada de carrapatos.
A Platera lembra com que cada pet foi tratado
Fichas separadas do cão e do gato, com aviso do próximo tratamento.
Platera9:00
Amanhã tem reforço da Mel — clínica às 12:00
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05Perguntas frequentes
O que acontece se aplicar pipeta de cão no gato?
Se ela tiver permetrina ou outro piretroide, começa uma intoxicação: tremores, convulsões e salivação intensa. O gato não consegue neutralizar a substância e sem tratamento o quadro é fatal. Leve-o à clínica imediatamente e diga qual produto foi aplicado e quando.
Gato pode usar coleira antipulgas Seresto?
A versão para gatos pode: ela é aprovada para gatos, a flumetrina vem em formulação de liberação controlada e o uso começa às 10 semanas. Já a coleira Scalibor, com deltametrina, é somente para cães e nunca deve ser colocada num gato.
Um cão tratado em casa é perigoso para o gato?
Se o cão recebeu um produto com permetrina, o risco é real: basta o gato se esfregar nele ou lamber o pelo. Numa casa com gato é mais seguro escolher para o cão um produto sem permetrina, por exemplo com fipronil, fluralaner ou afoxolaner.
Quais antipulgas são seguros para gatos?
Os aprovados expressamente para gatos: pipetas com fipronil a partir das 8 semanas, pipetas com fluralaner, comprimidos com lotilaner a partir das 8 semanas e a coleira Seresto felina a partir das 10 semanas. A idade e o peso mínimos exatos estão sempre na bula do produto.